Ainda estamos no auge da colheita da safra 2024/25 no Brasil, com produtores monitorando lavouras, logística e preços. Mas, como em todos os mercados agrícolas, a próxima safra já começa a ser desenhada. O setor não para: enquanto um ciclo termina, o próximo já exige projeções, previsões climáticas e decisões estratégicas para evitar riscos e garantir boas margens de comercialização.
Nos Estados Unidos, a safra 2025/26 ganha forma com as primeiras estimativas oficiais do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), divulgadas em fevereiro. Esses números impactam diretamente os mercados agrícolas globais, influenciando os preços da soja, a decisão de plantio e as expectativas de oferta e demanda.
Neste artigo, analisamos os primeiros dados do USDA e como eles podem moldar os preços no mercado agrícola nos próximos meses.
A escolha dos produtores norte-americanos entre plantar soja ou milho é diretamente influenciada pela relação de preços entre as culturas. Quando o milho se torna mais atrativo, a área destinada à soja tende a diminuir.
Para a safra 2025/26, o USDA projeta uma redução da área plantada com soja, passando de 35,2 milhões para 34,0 milhões de hectares, enquanto o milho deve manter uma área elevada, chegando a 38 milhões de hectares.
Essa dinâmica reforça a competitividade do milho, que tem se mostrado mais estável em termos de demanda e custos de produção. Com isso, os mercados agrícolas globais podem sofrer impactos diretos, especialmente na precificação da soja, já que uma menor área plantada pode restringir a oferta, mas sem garantir preços elevados no curto prazo.
Mesmo com uma área plantada menor, o USDA projeta uma produção total de 118,95 milhões de toneladas de soja nos EUA, um leve aumento em relação à safra anterior. Esse crescimento se deve a uma estimativa otimista de produtividade, calculada em 3,53 t/ha – um número superior ao registrado na safra 2024/25.
Mas essa projeção levanta dúvidas: será que os mercados agrícolas podem confiar em uma produtividade recorde, ou o USDA está "ajustando" os números para manter um cenário de oferta confortável? Se os rendimentos ficarem abaixo do esperado, a oferta pode ser menor do que o previsto, impactando diretamente os estoques e os preços globais.
Mesmo com uma relação estoque/uso menor, o USDA reduziu o preço projetado para a soja nos EUA. O valor estimado para o produtor norte-americano caiu de US$ 370,08 para US$ 367,43 por tonelada.
Esse movimento reflete um cenário dos mercados agrícolas globais com oferta robusta, especialmente se a América do Sul tiver uma safra sem grandes problemas climáticos. O Brasil continua se consolidando como principal exportador, reduzindo a dependência da China em relação aos Estados Unidos.
Outros fatores que podem manter a pressão sobre os preços incluem:
A safra 2025/26 dos EUA reflete que os mercados agrícolas estão sem riscos iminentes de escassez, o que limita as expectativas de alta nos preços. No curto prazo, alguns fatores podem alterar esse cenário:
Se nenhum desses fatores emergir com força, a tendência é de preços pressionados e um mercado agrícola competitivo, com o
Brasil assumindo cada vez mais protagonismo na oferta global de soja.
Com base em nossa análise proprietária, projetamos que os preços em Chicago devem se manter sob pressão ao longo da safra 2025/26, refletindo a ampla oferta global. As cotações podem buscar suporte na demanda chinesa e no crescimento do consumo para biocombustíveis, mas a concorrência do Brasil e da Argentina deve impedir altas expressivas.
As projeções podem ser ajustadas conforme novos dados de produção e demanda forem sendo divulgados, mas, no momento, a tendência primária é de preços pressionados ao longo do ciclo, especialmente se não houver eventos climáticos adversos nos EUA ou na América do Sul.
Nos últimos dois anos, os preços praticados têm se aproximado dos níveis inferiores das projeções. Reforçamos que os números indicam intervalos, e picos e vales podem ocorrer ao longo de todo o período de negociação dos futuros em Chicago.
O USDA traz projeções otimistas para a safra 2025/26 dos EUA, mas o cenário global indica um mercado ainda abastecido, o que mantém os preços sob pressão. O Brasil segue como um grande responsável pela oferta global, e a demanda chinesa continua sendo a peça-chave para definir o comportamento dos preços.
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